Manifestantes apoiam causa guarani kaiowá

Mais de 1.500 pessoas participaram da passeata realizada no dia 9, em Porto Alegre (RS), para mostrar o apoio ao povo guarani kaiowá e aos demais indígenas do Brasil. Outras cidades também estão se mobilizando para organizar seus movimentos, que são todos apartidários e multiétnicos.

Embora a grande mídia tape os olhos para este importante fato, o que não é nenhuma novidade, o sucesso da movimentação já repercute na opinião pública.
Após a caminhada, o grupo se reuniu em frente à Federação da Agricultura do Estado do RS (Farsul) para protestar contra o abuso do sistema ruralista brasileiro, que avança sobre importantes territórios do País, expulsando comunidades históricas e desmatando a vegetação nativa.
Como o grupo não tem representante nem alguma instituição organizando o movimento, a ideia é seguir mobilizando através das redes sociais.

Nos jornais:

http://www.correiodopovo.com.br/Noticias/?Noticia=475308

http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/geral/noticia/2012/11/grupo-realiza-manifestacao-em-defesa-dos-indigenas-da-etnia-guarani-kaiowa-3946725.html

Filme sobre Guarani-Kaiowá é apresentado em Porto Alegre

Os índios guarani-kaiowá estavam sobre o viaduto da Avenida Borges de Medeiros, em Porto Alegre, na noite desta quarta-feira (31). Eram os atores principais do filme Terra Vermelha (2008), do diretor ítalo-chileno Marco Bechis, que conta com as excelentes atuações dos brasileiros Leonardo Medeiros e Matheus Nachtergaele.

Exibido ao ar livre para uma plateia de mais de 100 pessoas, que ocupou as escadarias do viaduto Otávio Rocha, em frente ao movimento Utopia e Luta, o longa-metragem é inspirado em fatos reais. A história se desenvolve ao redor de um grupo indígena da etnia guarani-kaiowá que, liderado pelo cacique Nádio (Ambrósio Vilhalva), sai da reserva para habitar o local onde seus ancestrais foram enterrados.

O filme aborda, entre outros aspectos, o tão recentemente divulgado caso dos suicídios de jovens indígenas.

No entanto, um dos grandes objetivos dos organizadores da exibição foi promover o acesso ao conhecimento sobre a cultura e a causa das tribos guarani brasileiras e desmitificar tais atitudes.

Ao final da sessão, o professor José Otávio Catafesto de Souza, do departamento de antropologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e o índio Guarani-mbyá Vherápoty, da tribo localizada no Canta Galo, região sul de Porto Alegre, expuseram seus pontos de vista sobre o tema e abriram para o período de debates.

Os demais participantes ouviram atentamente as colocações daqueles que fizeram uso do microfone e expuseram seus protestos, indignações e poesias em apoio aos índios guarani-kaiowá, de Tekoha guasu, território tradicional desta etnia, localizado no Mato Grosso do Sul, região Centro-Oeste do país.

Conforme foi anunciado pelos organizadores, está agendado um encontro no dia 9 de novembro, às 17h, no Largo Glênio Peres, em Porto Alegre, para mostrar o posicionamento contrário da sociedade frente à violência que está sendo executada contra os guarani-kaiowá. A intenção dos participantes é percorrer o caminho até a frente da Federação da Agricultura do Estado do RS (Farsul) para mostrar a indignação em relação à atual forma de exploração das terras no RS e no Brasil.