Greenpeace lança aplicativo para identificar alimentos transgênicos na China

Legislação chinesa obriga a avisar nos rótulos se os alimentos contêm matérias-primas modificadas geneticamente Continuar lendo

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Campanha pela libertação da Ana Paula

Ana PaulaA força das grandes empresas e seus governos mundiais patrocinados combatem ativistas pacíficos, como a Ana Paula Maciel, cidadã gaúcha, bióloga, que atua no Greenpeace em ações de conscientização e defesa do meio ambiente.

Acesse a página do Greenpeace e reforce a campanha pela libertação da Ana Paula e outros 27 ativistas que estão presos na Rússia desde o dia 19 de setembro.

Uma guerreira verde parte para a imensidão azul

Tatiana de Carvalho em Santarém, no Pará. Foto: Greenpeace

 Obrigado, Tati!

Nossa homenagem e agradecimento à Tatiana Carvalho, a Tati do Greenpeace, que faleceu neste domingo (07), após uma queda na cachoeira Poço Azul, nos arredores de Brasília. A coordenadora da campanha da Amazônia do Greenpeace tinha 36 anos de vida.

 

A baixo, o texto da jornalista Karina Miotto, que conviveu com a Tatiana em algumas ações do Greenpeace.

 

Tatiana de Carvalho era uma moça linda, cheia de energia, alegria e entusiasmo. Quando trabalhei no Greenpeace, em Manaus, lembro bem de suas excelentes pontuações nos debates do time. Recordo-me também do encontro no navio Arctic Sunrise, durante o Fórum Social Mundial que aconteceu em 2009, em Belém. Ela sempre a postos, em movimento, atendendo todo mundo. O trabalho em prol da conservação da Amazônia e da dignidade de seu povo marcaram sua história pessoal e profissional.

Começou a carreira no Greenpeace em 2002, como coordenadora da campanha de transgênicos. Na organização, também chegou a liderar a campanha da soja e a apoiar as de clima/energia e pecuária. Entre 2010 e 2011, foi analista sênior de conservação do WWF Brasil. Corajosa, idealista, ao longo dos anos realizou muitas viagens pela Amazônia para conhecê-la melhor e, assim, defendê-la. De volta ao Greenpeace, seu conhecimento da região a levou a assumir a liderança da campanha pela Amazônia. O coordenador de campanha é o representante do Greenpeace naquela determinada ação.

Iglu, como era chamada pelos colegas “ezalquianos” (formados pela EZALQ – USP), encarou os desafios que surgiram no caminho das causas que abraçou e não mediu palavras nem esforços para expor as irregularidades que encontrou.

Ela nos deixa para voar seu voo sem fim. Sua alegria contagiante, seu exemplo de viver intensamente e lutar pelo bem deste planeta ecoarão para sempre no coração de quem fica.

Segue na luz, Tati. Do arco-íris que você agora habita, continue a nos inspirar com seus passos.

 

Desoneração com responsabilidade

» SÉRGIO LEITÃO
Advogado, é diretor de Políticas Públicas do Greenpeace Brasil

» RICARDO BAITELO
Doutor em engenharia e planejamento energético, é coordenador da campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil

Entre as tão aguardadas medidas do governo para aquecer a economia e aumentar a competitividade brasileira estaria, segundo especulações da imprensa, a redução da conta de luz por meio da eliminação de impostos e encargos que recaem atualmente sobre ela.

Reduzir a conta de luz é louvável, afinal quem não quer pagar menos? Mas é preciso ser criterioso sobre quais encargos devem ser eliminados, antes de prejudicar programas que têm demonstrado benefícios ao país. É o caso do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa), cujos recursos saem da conta de luz e se destinam ao desenvolvimento de fontes de energia renovável, como eólica e biomassa.

Criado em 2002, o Proinfa contribuiu para que os preços da energia eólica tivessem uma redução drástica, caindo de R$ 311 o MW/hora, em 2005, para R$ 105, em 2011, tornando-a a segunda fonte mais barata do país.

Sem o Proinfa e os leilões de energia eólica realizados pelo governo a partir de 2009, não teríamos iniciado a exploração do enorme potencial dos ventos. Nossa taxa de expansão dessa fonte alcançou 2.200 MW em agosto de 2012. Hoje dispomos da energia eólica mais barata do mundo. E ainda há muito espaço para crescer: de acordo com o Ministério de Minas e Energia, o potencial brasileiro de geração eólica é de 143 GW — o equivalente a 10 usinas de Itaipu.

Não fará bem ao país acabar com o incentivo a um programa que contribui efetivamente não só para a redução do preço da energia mas também para a redução da participação de grandes hidrelétricas na Amazônia na matriz brasileira, conforme atesta Maurício Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética.

Portanto, antes de se aventurar em construir hidrelétricas faraônicas no Norte do país, o Brasil deveria incentivar o uso de alternativas energéticas de baixo impacto ambiental. É preciso, por exemplo, destinar recursos para estimular a exploração da biomassa proveniente da queima de bagaço e palha da cana-de-açúcar, com potencial de mais de 10 mil MW, segundo a União da Indústria da Cana-de-Açúcar. Esse potencial está abandonado em nossos canaviais porque o governo não se empenha o suficiente em oferecer um plano atraente de remuneração do uso dessa fonte. Considerando o aumento da lavoura de cana, esse número poderia atingir 28 mil MW em 2020, o equivalente a duas Itaipus.

A geração de energia a partir dos ventos e da biomassa tem a vantagem de ser produzida próxima aos centros consumidores, economizando os recursos que precisam ser empregados na construção das linhas de transmissão. Por exemplo, a linha de transmissão que trará a energia produzida em Belo Monte para a Região Sudeste do país terá uma extensão de 2.560km, a mesma distância que separa as cidades de Berlim a Lisboa, a um custo estimado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) de, no mínimo, R$ 2,8 bilhões.

Outra questão que merece ser debatida é a própria eficiência da indústria no consumo energético. Segundo dados da Agência Internacional de Energia, entre os países que integram o G-20, o Brasil está na penúltima colocação do ranking de intensidade energética — uma relação unidade de PIB produzida versus consumo de energia.

Quanto menor essa relação, mais bem colocado o país fica. Entre 1999 e 2005, a China reduziu a sua intensidade energética em 66%, a Índia em 45%, os Estados Unidos em 43% e o Reino Unido em 44%. O Brasil diminuiu esse índice em apenas 22,7%. Se mesmo com uma conta de luz cara, a indústria brasileira não melhora sua eficiência, qual estímulo terá com a desoneração?

A conta de luz só ficará definitivamente mais barata no Brasil quando diversificarmos o uso das fontes limpas e renováveis de energia, descentralizarmos a produção e melhorarmos a eficiência energética. É isso que realmente manterá a competitividade do setor produtivo nacional.

 

Clipagem: Correio Braziliense 27.08.2012

Se ouve a Voz do Povo, Veta (TUDO)!

O Povo já deu o recado. Foi para a rua, em vários cantos do Território Nacional, anunciar o desejo de preservar os recursos naturais do Brasil, da Terra.

A imprensa livre já recebeu a mensagem e replicou para todos os lados que o “novo” Código Florestal ruralista não é bem-vindo, que o Povo o considera nefasto. Só não ouviu quem não escuta o Povo. A presidenta do País, Dilma Roussef, já ouviu – várias vezes – a voz dos que clamam por seus direitos e de seus descendentes de terem um ambiente natural preservado.

“Queremos soberania alimentar e energética, justiça social e progresso ambiental. VETA DILMA!” (Trecho do texto lido em conjunto no proteste realizado no dia 5 de maio, em São Paulo.)