Em defesa das árvores de Porto Alegre

manifesto

Nesta segunda-feira (20), mais uma vez tive a oportunidade de colaborar com um movimento que luta por uma causa nobre. Após a manifestação iniciar em frente à Prefeitura de Porto Alegre – que teima em destruir as maravilhosas árvores do Centro Histórico da cidade -, o grupo de manifestantes, do qual também fiz parte, seguiu pela Rua da Praia (Dos Andradas) em direção ao acampamento onde alguns jovens resistem em condições precárias para proteger as árvores que estão marcadas para morrer.  São jovens muito especiais, imbuídos de sentimentos nobres e instintos de sobrevivência. Nesse meio tempo, quase chegando à Usina do Gasômetro, próximo ao acampamento, recebi uma ligação muito importante. Era a minha filha querendo saber por que eu ainda não havia chegado em casa. Expliquei que lutava por uma causa nobre, junto a mais de trezentos abnegados cidadãos que deixaram de estar no conforto de seus lares naquele momento, junto às suas famílias, para caminharem sob o chuvisqueiro de uma noite úmida para lutar por uma sociedade mais humana e por melhores circunstâncias para a geração dela, que assumirá o controle político da nossa sociedade dentro de duas ou três décadas.

Minhas forças se renovaram quando escutei, do outro lado da linha, a minha filha de 11 anos dizendo: “Pai, saiba que eu estou aí com vocês. Precisamos disso, viu”. Nessa hora, não resisti às lágrimas da emoção. A voz engasgou. Mas, a força recebida foi tanta que, tão logo consegui me despedir com um quase soluçado “te amo”, pude acompanhar o coro de bravos manifestantes e bradar junto daqueles companheiros as frases em defesa das nossas árvores e da vida.

Mais do que um ato simbólico e de amor, a defesa das árvores de Porto Alegre é uma resistência ao sistema autodestrutivo que estão nos impondo. “Mais amor, menos motor”, já diz uma frase que estampa cartazes espalhados pela cidade.

Talvez muitos não entendam ainda. Alguns não concordam e até acreditam que defender as árvores é barrar o progresso.

Então, eu pergunto: Que progresso? O que tem de tão importante a ser construído que justifique, sempre, destruir nossas principais riquezas?

Se a vida moderna costuma seduzir com suas armadilhas midiáticas e superficiais, que geralmente são artificialmente destrutivas, por que não refletir sobre isto e despertar para reconhecer o que realmente importa e que nos foi dado gratuitamente, com a simples missão de conservar em bom estado?  Sim, estou falando do nosso patrimônio natural, o mais belo e precioso bem que recebemos de graça e que temos o dever de preservar e proteger com todas as nossas forças.

Ainda que seja uma opção difícil e que encontre a resistência e a incompreensão de muitos, lutar pela natureza é uma ação nobre e vital.

Mas, acreditem, lutar pela vida sempre vale a pena!

Como diz o lema da Agapan: A vida, sempre, em primeiro lugar!

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