Acorda, Zé!

ocupaarvores

Porto Alegre vive momentos tenebrosos. Muitos não percebem isso. Hoje almocei com um amigo, o Zé, que sabe sobre determinados fatos que estão acontecendo pela ótica da RDS. (Ele e tantos outros, suponho.)

Para o Zé, meu amigo, está tudo bem, “apenas umas árvores foram cortadas porque é necessário para o progresso”. Assim tem sido, coincidência ou não, o discurso da RDS e da Dand, que muitos tomam para si, passivamente. Talvez, não seja o caso do Zé. Talvez, por outras razões (sabe-se lá quais), ele tenha o mesmo discurso da RDS e da Dand sem ser influenciado por elas. Talvez.

Esse meu amigo é uma pessoa do bem, mas não curte muito aprofundar os assuntos sociais. Acha isso coisa chata. Se for sobre o meio ambiente, é coisa “ecochata”. Se posicionar então, “pra quê?” O prazer de assistir a um jogo de futebol e ouvir notícias de futebol e sonhar com o futebol já o satisfaz. Os poucos jogos da Copa do Mundo que serão realizados aqui em Porto Alegre em 2014 justificam tudo, qualquer coisa (para ele).

Eu tenho muito carinho pelo meu amigo Zé e, portanto, usando as palavras do Samuel Egger, um dos 27 acampados presos de Porto Alegre, do qual reproduzo e recomendo a leitura do texto abaixo, publicado originalmente no Facebook, prometo: Zé, “seguirei lutando enquanto você não acorda”.

Considerando a quantidade de bobagens, omissões e mentiras descaradas que estão sendo divulgadas na grande mídia de Porto Alegre, decidi escrever meu relato a respeito dos acontecimentos desta madrugada no gramado ao lado do prédio da Câmara de Vereadores, de onde o acampamento Ocupa Árvores e seus habitantes foram desalojados a pauladas pela Brigada Militar. Penso que sou bastante capacitado pra falar sobre este assunto, por que eu fui um dos algemados. E por isso, descreverei os fatos da maneira mais direta, e talvez crua, que eu consigo imaginar.

Primeiro, eu não sei por que serei indiciado por “desacato ou desobediência à ordem policial”, e não sei por que a Zero Hora, maior jornal do Rio Grande do Sul, dá a entender na reportagem em seu site que apenas os manifestantes que resistiram à retirada das barracas foram algemados. Nosso crime, se realmente existe algum, foi termos montado nossas barracas em uma área de grande interesse para a especulação imobiliária e para as grandes empreiteiras, e nossa resistência talvez tenha sido nossa cara de sono e espanto. Fomos acordados à pauladas e gritos para que nos deitássemos no chão e calássemos a boca, enquanto os policiais presentes se certificavam de que todos nós estávamos algemados. Também não entendo que tipo de resistência nós, os vinte e sete prisioneiros, sem treinamento ou equipamento militar, poderíamos oferecer contra todo o contingente policial que foi deslocado para nos conter. E não precisa acreditar em mim, basta olhar na notícia da Zero Hora as fotos e os batalhões envolvidos – 200 soldados da Brigada Militar, do Batalhão de Operações Especiais (BOE) e do Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE), sem contar a polícia montada, que também estava lá.

Devemos ser um grupo bastante perigoso para justificar não apenas todo esse exército contra nós, como também o profundo desprezo, ridículo e humilhação com que fomos tratados pelos soldados da operação. Fomos arrancados de nossas barracas, jogados no chão, algemados e, quando abríamos a boca para pedir qualquer coisa, não importasse com quanta cordialidade o fizéssemos, ou nos mandavam calar a matraca, ou sofríamos algum tipo de agressão. Talvez por eu ser homem, branco e aparentemente de classe média, eu tive tratamento VIP, e só tomei uns puxões pelas algemas, uns empurrões e muita cara feia, nada que valesse um exame de corpo-delito. Porém, aposto que não posso dizer o mesmo dos companheiros que são negros, moram na rua ou parecem ser pobres. E mesmo assim, apesar de terem pegado leve comigo, eu nunca me senti tão humilhado em toda minha vida.

Depois de termos sido empilhados em um camburão improvisado e levados para a 9ª Delegacia de Polícia, ao lado do Mercado Público, fomos submetidos a um chá de cadeira de algumas horas – só que algemados, em pé e de cara contra a parede. Quem tentasse telefonar para algum familiar para avisar que estava preso tinha seu celular confiscado, quem tentasse registrar a cena com algum aparelho fotográfico era intimidado, e quem quer que falasse um ai tomava um empurrão. A mensagem que os soldados nos passavam era clara: obedeçam, ou vão apanhar. Às vezes, essa mensagem vinha de maneira clara, e em outras, sob um verniz de educação: “tô te pedindo numa boa”, “por gentileza”.

Por algum motivo que desconheço, fui premiado com uma revista completa por dois brigadianos homens, que me levaram, sozinho, para um banheiro ali no canto. Eu, muito ingênuo, perguntei se eu iria apanhar. Um dos policiais riu da minha cara, dizendo “olha as idéias que vocês tem, agora tira a calça.” Antes de me mandar baixar a cueca, ele me perguntou se eu tinha alguma droga comigo – talvez por conta de algum boato de que sexo comigo era viciante, ou qualquer outra idéia sobre drogas tão razoável quanto. E, enquanto passava por esse pente fino, tentava estabelecer um diálogo, saber por que diabos eu estava ali, qual era meu crime. Contudo, a conversa acabava rápido, por que tudo o que tinham para me dizer era “por que tu foi desobedecer as ordens por causa de umas árvores?” Voltei, então, para a sala de espera, novamente algemado, até que algum oficial tivesse a boa vontade de mandar retirá-las.

Após termos todos sidos devidamente identificados e fichados, passamos por uma última humilhação: recolher nossas coisas, jogadas de qualquer jeito e quebradas na caçamba de um caminhão. Mais uma vez, eu não tive problemas, pois tinha levado apenas uma mochila com alguns livros, e o maior risco que eu corria era de ir trabalhar sem um pé da meia. Outros camaradas meus, que trabalham com artesanato, não são classe média ou que moram na rua, a perda foi muito maior – perderam suas poucas e preciosas roupas, seu sustento, seu lar. Fico imaginando que muita gente que vai ler esse meu texto vai pular direto para os comentários pra me chamar de vagabundo, dizer que eu tinha mais é que apanhar por não trabalhar e obedecer a lei, que mendigo é tudo drogado, puto ou lixo humano e que é melhor eu calar o bico e tocar minha vida, parar de me meter onde não sou chamado. Pra essas pessoas, que provavelmente acham a frase “direitos humanos para humanos direitos” o máximo, posso apenas dizer: ainda bem que nada disso aconteceu com vocês. Ainda bem que quando um policial chega perto, vocês não sintam o sangue gelar, e ainda bem que vocês não sabem o que é perder tudo que você chama de vida assim, de uma hora para a outra, por puro capricho de um governante qualquer. Esta madrugada, acampamos no largo do Gasômetro para impedir que elas fossem cortadas, mas nossa luta não é só isso. Eu não milito em causa própria, por glórias, atenção, dinheiro ou cargos. Eu luto por que eu quero viver em um mundo onde ninguém – nem vocês, nem os moradores de rua, nem os soldados da Brigada – precise passar por privação, desprezo e humilhação. Esta luta também é sua e estamos do mesmo lado. Só que você ainda não percebeu, por que não entende que a liberdade de um é a liberdade de todos.

Por fim, este dia nasceu triste, cinzento e opressivo, mas também é um dia de alegria, pois sinto que hoje tive meu batismo de fogo. Quando fui algemado, eu era apenas um menino idealista, mas quem saiu da delegacia foi um homem. Finalmente, entrei para o honroso grupo de pessoas que foram presas por que ousaram desafiar a tirania e combater a injustiça. Finalmente, sinto-me um igual, não apenas diante de homens e mulheres como Gandhi, Emma Goldman e Thoreau, mas também daqueles camaradas que a muito tempo gritavam para que eu me somasse à luta. Se queriam me assustar com ameaças, e fazer com que eu me recolhesse para dentro do meu mundo, fracassam, pois hoje, descobri que não quero viver em uma “democracia” eu precise me calar e seguir as ordens dos meus superiores, e jurei que farei tudo que estiver ao meu alcance para tornar o mundo onde eu quero que meus filhos cresçam. Guardarei um lugar aqui pra ti, no dia em que perceberes o mesmo, e seguirei lutando enquanto você não acorda.

Por Samuel Egger

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Em defesa das árvores de Porto Alegre

manifesto

Nesta segunda-feira (20), mais uma vez tive a oportunidade de colaborar com um movimento que luta por uma causa nobre. Após a manifestação iniciar em frente à Prefeitura de Porto Alegre – que teima em destruir as maravilhosas árvores do Centro Histórico da cidade -, o grupo de manifestantes, do qual também fiz parte, seguiu pela Rua da Praia (Dos Andradas) em direção ao acampamento onde alguns jovens resistem em condições precárias para proteger as árvores que estão marcadas para morrer.  São jovens muito especiais, imbuídos de sentimentos nobres e instintos de sobrevivência. Nesse meio tempo, quase chegando à Usina do Gasômetro, próximo ao acampamento, recebi uma ligação muito importante. Era a minha filha querendo saber por que eu ainda não havia chegado em casa. Expliquei que lutava por uma causa nobre, junto a mais de trezentos abnegados cidadãos que deixaram de estar no conforto de seus lares naquele momento, junto às suas famílias, para caminharem sob o chuvisqueiro de uma noite úmida para lutar por uma sociedade mais humana e por melhores circunstâncias para a geração dela, que assumirá o controle político da nossa sociedade dentro de duas ou três décadas.

Minhas forças se renovaram quando escutei, do outro lado da linha, a minha filha de 11 anos dizendo: “Pai, saiba que eu estou aí com vocês. Precisamos disso, viu”. Nessa hora, não resisti às lágrimas da emoção. A voz engasgou. Mas, a força recebida foi tanta que, tão logo consegui me despedir com um quase soluçado “te amo”, pude acompanhar o coro de bravos manifestantes e bradar junto daqueles companheiros as frases em defesa das nossas árvores e da vida.

Mais do que um ato simbólico e de amor, a defesa das árvores de Porto Alegre é uma resistência ao sistema autodestrutivo que estão nos impondo. “Mais amor, menos motor”, já diz uma frase que estampa cartazes espalhados pela cidade.

Talvez muitos não entendam ainda. Alguns não concordam e até acreditam que defender as árvores é barrar o progresso.

Então, eu pergunto: Que progresso? O que tem de tão importante a ser construído que justifique, sempre, destruir nossas principais riquezas?

Se a vida moderna costuma seduzir com suas armadilhas midiáticas e superficiais, que geralmente são artificialmente destrutivas, por que não refletir sobre isto e despertar para reconhecer o que realmente importa e que nos foi dado gratuitamente, com a simples missão de conservar em bom estado?  Sim, estou falando do nosso patrimônio natural, o mais belo e precioso bem que recebemos de graça e que temos o dever de preservar e proteger com todas as nossas forças.

Ainda que seja uma opção difícil e que encontre a resistência e a incompreensão de muitos, lutar pela natureza é uma ação nobre e vital.

Mas, acreditem, lutar pela vida sempre vale a pena!

Como diz o lema da Agapan: A vida, sempre, em primeiro lugar!

As Árvores – uma homenagem à vida!

Composição: Arnaldo Antunes e Jorge Ben Jor

Interpretação: Arnaldo Antunes

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As Árvores

As árvores são fáceis de achar
Ficam plantadas no chão
Mamam do sol pelas folhas
E pela terra
Também bebem água
Cantam no vento
E recebem a chuva de galhos abertos
Há as que dão frutas
E as que dão frutos
As de copa larga
E as que habitam esquilos
As que chovem depois da chuva
As cabeludas, as mais jovens mudas
As árvores ficam paradas
Uma a uma enfileiradas
Na alameda
Crescem pra cima como as pessoas
Mas nunca se deitam
O céu aceitam
Crescem como as pessoas
Mas não são soltas nos passos
São maiores, mas
Ocupam menos espaço
Árvore da vida
Árvore querida
Perdão pelo coração
Que eu desenhei em você
Com o nome do meu amor.

 

Laranja: mecânica ou transgênica?

Laranja-transgenica

Os consumidores vão ter que engolir mais esta: em breve, as prateleiras dos supermercados estarão cheias de laranjas transgênicas. E, no que depender dos produtores, como sempre, a preferência será não rotular. Afinal, eles têm medo de quê?

Conforme o monitoramento da CTNBio, feito pela *AS-PTA, “na reunião realizada ontem (16/5), a CTNBio aprovou regras para isolamento de experimentos com laranjeiras transgênicas. A partir de agora as empresas poderão realizar pedidos para essas pesquisas já tendo em vista uma futura liberação comercial de laranjas transgênicas no mercado.”

http://aspta.org.br/

Campanha Contra os Agrotóxicos divulga nota de repúdio à pulverização aérea

aviao-agrotoxicosApós o trágico evento ocorrido no último dia 3 de maio, quando um avião pulverizou agrotóxicos em uma escola na cidade de Rio Verde (GO), a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida divulgou uma nota. Nela, a Campanha reafirma a necessidade imediata se proibir a pulverização aérea no país, em nome da saúde da população brasileira.

Veja a íntegra da nota, ou baixe aqui.

Nota de Repúdio à Pulverização Aérea

Brasília, 06 de maio de 2013

Desde abril de 2011, as mais de 60 organizações que compõem a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida reivindicam como uma de suas principais bandeiras o banimento da pulverização aérea de agrotóxicos no Brasil. Infelizmente, o trágico episódio ocorrido no último dia 3 em Rio Verde (GO), quando um avião pulverizou uma escola e intoxicou dezenas de crianças e funcionários, não foi um fato isolado e não pode ser chamado de acidente.

A situação é tão grave que o agrotóxico que foi usado na pulverização é exatamente um dos que o IBAMA havia proibido a aplicação em pulverização aérea devido à morte de abelhas e depois voltou atrás, sucumbindo ao lobby das empresas.

O Engeo Pleno (nome do agrotóxico aplicado) é um inseticida da Syngenta (empresa que comercializa o agrotóxico) e é constituído por uma mistura de lambda cialortrina e tiametoxan. O último é um neonicotinóide que está sendo proibido na Europa devido à associação com o colapso das colmeias.

De norte a sul do país, cada vez mais comunidades vivem cercadas pelo agronegócio e sofrem diariamente com banhos de agrotóxicos nos períodos de pulverização. Recentemente, alguns outros casos ganharam destaque. Um deles foi em Lucas do Rio Verde (MT), quando um avião pulverizou a cidade, e pesquisas feitas logo em seguida demonstraram contaminação da água da chuva, dos rios, e até do leite materno. Em 26 de dezembro de 2012, indígenas Xavante denunciaram despejo de agrotóxico próximo a Terra Indígena (TI) Mar

ãwaitsédé. Um avião teria pulverizado uma área próxima a aldeia durante 20 minutos, e índios relataram ter sentido fortes dores de cabeça e febre alta após a ação. Estes e outros casos estão fartamente documentados nas 3 edições do dossiê “Um alerta sobre os Efeitos dos Agrotóxicos na Saúde” produzido pela ABRASCO e a Campanha Permanente Contra Agrotóxicos e pela Vida*.

A luta pela proibição da pulverização aérea já obteve algumas vitórias no país. No municípios capixabas de Nova Venécia e Vila Valério, movimentos sociais conseguiram barrar a aplicação aérea de venenos. Em Limoeiro do Norte (CE), a proibição foi conquistada, mas durou pouco tempo. Zé Maria do Tomé, principal liderança dos agricultores, foi assassinado em 21 de abril de 2010, e antes de sua missa de sétimo dia a proibição da pulverização aérea já havia sido revogada.

A utilização de agrotóxicos representa por si só um grave problema para a saúde dos brasileiros e para o meio-ambiente. A aplicação de venenos através de aviões é ainda mais perversa, pois segundo dados do relatório produzido pela subcomissão especial que tratou do tema na câmara federal, 70% do agrotóxico aplicado por avião não atinge o alvo. A chamada “deriva” contamina o solo, os rios, as plantações que não utilizariam agrotóxicos (agroecológicas) e, como vimos agora, populações inteiras. Dados do Censo Agropecuário de 2006, do IBGE, mostram que apenas 0,73% das propriedades rurais que usam agrotóxicos o fazem através de aeronaves, mas dados do setor indicam que 30% do uso de agrotóxicos no país se dá por meio da aplicação aérea.

Além disso, a aplicação de agrotóxicos representa apenas uma pequena parte dos serviços realizados pelo setor de aeronaves agrícolas. Por meio delas são realizados também plantio e combate a incêndios, de modo que a proibição da aplicação aérea de agrotóxicos não inviabilizaria a existência e continuidade do setor de aeronaves agrícolas no país. É claro e notório que mesmo sendo a pulverização aérea a única forma de aplicação de agrotóxicos regulamentada, ela apresenta graves riscos a saúde e ao meio ambiente.

Diante disso, as organizações que apoiam a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos vêm por meio desta nota exigir

  • Rigorosa apuração do caso ocorrido em Rio Verde e punição dos responsáveis;
  • Uma audiência pública sobre pulverização aérea com os Ministérios da Saúde, Meio Ambiente e Agricultura;
  • Rápida tramitação do Projeto de Lei que propõe o fim da pulverização aérea no Brasil.

Certos da compreensão da gravidade que este problema apresenta para a saúde da população brasileira, subscrevemos.

Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida

Secretaria: (61) 3301-4211

Publicado via http://www.contraosagrotoxicos.org

Agapan lança manifesto contra PL 20/2012

agrotoxicoA Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan) publicou em seu site nesta terça-feira (14) uma nota manifestando posição contrária à aprovação do PL 20/2012, de autoria do deputado estadual Gilmar Sossella (PDT/RS), que flexibiliza a legislação que trata do armazenamento de agrotóxicos no RS.

A matéria, que estava na pauta da reunião de hoje da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa, presidida pelo deputado Heitor Schuch (PSB/RS), teve pedido de vista e não pode ser votada.

As entidades ambientalistas gaúchas mantém vigilância sobre o tema e devem continuar acompanhado a pauta.

AGAPAN contra a aprovação do PL 20/2012

Manifestação da AGAPAN, aos deputados da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, contra a aprovação do PL 20/2012:

Porto Alegre, 13 de maio de 2013.
Prezado Deputado (a):

Vimos, por meio deste, externar nosso repúdio ao PL 20/2012, de autoria do deputado Gilmar Sossella, que contraria os critérios de licenciamento ambiental utilizados pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental Luis Henrique Roessler –FEPAM.

O Projeto põe em risco a saúde da população, bem como acarretará inúmeros impactos ambientais.

Consideramos que quem deveria defender a promoção da saúde, da qualidade de vida e da manutenção do ambiente ecologicamente equilibrado não poderia expor a população a mais riscos de contaminação. Solicitamos o seu VOTO contra o PL 20/2012, que permite a armazenagem de venenos próxima a residências e demais edificações urbanas. Vote pela saúde pública e pela prevenção de acidentes com agrotóxicos.

Vote contra o PL 20/2012!
Eliminemos estes venenos da agricultura e das áreas urbanas!

Certo (a) de contarmos com seu voto para preservar a vida e a saúde da população gaúcha.

Atenciosamente,
Sandra Jussara Ribeiro
Presidenta

Porto Alegre em pauta no Agapan Debate

Agapan Debate 1

Com o tema “Porto Alegre: da vanguarda à pressão social, o que mudou?”, o Agapan Debate discutirá, na próxima segunda-feira (13/5), no Auditório da Faculdade de Arquitetura da UFRGS (Rua Sarmento Leite, 320, no Centro Histórico de Porto Alegre), os principais assuntos que estão em pauta no cenário socioambiental da capital gaúcha e suas relações com o estado, o Brasil e o mundo.

Participam como debatedores Ana Maria Moreira Marchesan, promotora de Justiça do Ministério Público do RS; Cristiano Tatsch, secretário Municipal de Urbanismo de Porto Alegre; e Francisco Milanez, presidente da Agapan.