Transgênicos avançam sobre lavouras brasileiras

A área cultivada com sementes de plantas geneticamente modificadas no Brasil deve chegar a 31,8 milhões de hectares na safra 2011/12, segundo relatório da empresa de consultoria Céleres, divulgado em dezembro. O crescimento em relação à safra passada é de 20,9%. O relatório apresenta dados das produções de soja, milho e algodão transgênicos.

Soja

Para o cultivo da soja, o crescimento da área plantada com sementes modificadas é estimado em 16,7% em relação ao plantio da safra anterior (2010/2011), atingindo 21,4 milhões de hectares, equivalente a 85,3% do total plantado no país.

A região Centro-Oeste lidera o uso de sementes transgênicas com 9,1 milhões de hectares. Em seguida, vem a região Sul, com 8,7 milhões de hectares. O Nordeste está em terceiro lugar, com 8% da área semeada com soja artificial.

A cultura da soja é a que mais utiliza sementes transgênicas. Foi através dessa cultura que os transgênicos entraram clandestinamente no Brasil em meados da década de 1990. Segundo informações, as sementes foram contrabandeadas da Argentina e do Paraguai. A liberação comercial só ocorreu em 2005 e não há informações precisas sobre a existência de julgamentos dos infratores da lei.

Milho

Se a soja ainda representa a maior parcela de área plantada com transgênicos, o milho é a cultura na qual o uso de sementes modificadas mais avança. Em relação à safra 2010/2011 esse crescimento é de 32%, atingindo uma área de 9,9 milhões de hectares.

Na região Sul são plantadas 2,2 milhões de hectares com milho artificial, representando 43,9 % da área total cultivada. Em segundo lugar está a região Sudeste com 1,47 milhões de hectares (29,9% do total) plantadas com transgênicos.

Algodão

Segundo a Céleres, as principais alegações por parte dos produtores de algodão para não utilizarem sementes transgênicas é a incerteza de adaptação nas diferentes regiões do país e a falta de um transgênico que ajude no controle do bicudo, a principal praga do algodão.

Ainda assim, a projeção é que 469 mil hectares sejam plantados com algodão transgênico, representando 33% de um total de 1,45 milhão.

O Centro-Oeste é a região que mais cultiva algodão artificial (256 mil hectares – 54,6% do total) seguido da região da região Nordeste (189 mil hectares – 40,3% do total).

O Brasil, conforme o Serviço Internacional para Aquisição de Aplicações em Agrobiotecnologia (Isaaa, na sigla em inglês), é o segundo maior produtor mundial de transgênicos (atrás apenas dos Estados Unidos) e o maior consumidor de agrotóxicos.

O relatório completo pode ser acessado aqui.

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