Prefeitura do PT vende terreno público e expulsa agricultores de projeto social

Foto Agricultores

Moradores da cidade de Embu das Artes, no estado de São Paulo, estão inconformados com a atitude da prefeitura, que vendeu um terreno de 127 mil m² onde funciona, desde 2008, o Projeto Colhendo Sustentabilidade – Hortas Urbanas, que é financiado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Segundo a assessoria de comunicação da Sociedade Ecológica Amigos de Embu (SEAE), o projeto beneficia, mensalmente, cerca de 200 famílias em situação de risco social e promove geração de trabalho e renda.

Os participantes do projeto estão atônitos. Além do projeto não ser renovado pela prefeitura, estão sendo despejados da área de Itatuba. “O Secretário de Meio Ambiente falou que temos que sair do terreno em 30 dias. Isso é um descaso com nosso trabalho, nem dá pra colher o que nós plantamos. Como fica o investimento que fizemos na área? Vamos perder tudo? Trabalhamos naquela terra por mais de um ano, só para ela ficar produtiva. A única coisa que a gente quer é trabalhar,” contam os representantes do empreendimento solidário Elo da Terra, participantes do projeto.

Uma das moradoras de Embu das Artes desconfia que haja interesses ligados à especulação imobiliária e informa que “a companheira do prefeito está à frente de uma das maiores imobiliárias da cidade”. Ela também afirma que “há uma enorme pressão para a mudança de zoneamento na cidade”.

Conforme divulgado, o terreno foi vendido para uma empresa multinacional que atua no ramo de logística. No entanto, “o zoneamento da cidade proíbe a instalação de atividades logísticas na área”.

A prefeitura divulgou a seguinte nota de esclarecimento:

Sobre o projeto Colhendo Sustentabilidade, o Governo da Cidade de Embu das Artes esclarece que:

·        O Colhendo Sustentabilidade: práticas comunitárias de agricultura urbana e segurança alimentar é um projeto financiado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, implantado no município em setembro de 2008;

·        O convênio foi encerrado e a Prefeitura optou pela não renovação do contrato por conta do baixo número de pessoas atendidas;

·        Porém, na segunda fase do projeto, foi dada mais uma chance para que  a Sociedade Ecológica Amigo de Embu (SEAE), executora técnica do projeto, ampliasse o número de beneficiários e, principalmente, focasse na autonomia deles. O contrato com a SEAE custou cerca  de R$ 160 mil por 18 meses;

·        Sem sucesso, a Prefeitura decidiu não renovar o contrato, tendo em vista que o Banco Municipal de Alimentos, principal instrumento que compõe a rede de segurança alimentar da cidade, atende a 10.000 pessoas semanalmente;

·        A Prefeitura não poderia se dar ao luxo de manter um terreno de 127 mil metros quadrados, em Itatuba, sendo usado apenas por cerca de cinco famílias. Por isso, leiloou a área para investir na construção de equipamentos como o Posto de Saúde do Jardim Sílvia e a Rodoviária, na ampliação do Sistema de Monitoramento Urbano, na reforma do Pronto-socorro central entre outros;

·        As famílias que participavam do Colhendo Sustentabilidade não estão abandonadas. Elas serão remanejadas para uma área no próprio bairro Itatuba e poderão exercer suas atividades nas hortas dos postos de saúde e escolas;

·        O Governo da Cidade de Embu das Artes também oferece apoio técnico e assistencial e está à disposição das famílias.

Para saber mais sobre o Projeto Colhendo Sustentabilidade – Hortas Urbanas, assista ao vídeo gravado pelo programa Ação, da Rede Globo.

Informações e fotos:
Assessoria de Comunicação SEAE
Secretaria de Comunicação Social de Embu das Artes


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Um comentário sobre “Prefeitura do PT vende terreno público e expulsa agricultores de projeto social

  1. Heverton, vale salientar que o projeto Colhendo Sustentabilidade e o Banco Municipal de Alimentos são duas coisas bem distintas. Enquanto o Banco recolhe sobras de alimentos de empresas para redistribuição, o Colhendo Sustentabilidade atua ensinando as pessoas a produzirem seus alimentos, gera renda e promove a auto-estima destes cidadãos! Outro ponto a ser contestado na justificativa da prefeitura é a reforma do pronto-socorro… segundo outras fontes, toda a infra e equipamentos para esta obra foram doados pela empresa EPC! Logo, dá pra perceber que não é bem assim como a prefeitura quer fazer parecer…

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