Belo Monte e o nosso futuro

A polêmica construção da usina hidrelétrica de Belo Monte traz consigo algumas questões fundamentais para o desenvolvimento e o progresso do Brasil: Afinal, qual é o modelo de matriz energética que queremos? Como garantir esse avanço social, que está sendo proposto apenas sob a ótica do fortalecimento da economia e que, por consequência, amplia o consumo de mercadorias e recursos naturais importantes?

Na construção de Belo Monte não estão em questão apenas a destruição desses recursos naturais e os impactos nos diversos ecossistemas do entorno do rio Xingu, que correm o risco de serem extintos. Construir Belo Monte, a segunda maior hidrelétrica do país, é aprovar uma política de crescimento alicerçada em interesses políticos e empresariais que nada contribuem para um progresso perene e sustentável.

É com base nessa realidade, e na percepção clara dos potenciais naturais do Brasil e da existência de tecnologias capazes de gerar energia limpa, que estamos torcendo para que essa obra pare. PARE BELO MONTE!

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2 comentários sobre “Belo Monte e o nosso futuro

  1. Engraçado é que ninguém comentou que não temos como produzir essa tal “enegia limpa”. Onde há espaço? É viável fazer isso mesmo sabendo que nossas fontes de energia estão se esgotando e que o melhor meio (mas não perfeito) é a construção da usina? Se formos de acordo com as energias limpas sugeridas, o racionamento ficará insuportável nos dias de hoje, que necessitamos da energia elétrica.

    • Com um país do tamanho do Brasil, espaço para produzir energia limpa é o que não falta. Tecnologia há. O custo da geração da energia eólica já é inferior ao da hidrelétrica. A possibilidade de fabricar equipamentos mais eficientes e econômicos já está comprovada. Economizar energia elétrica também é uma solução temporária eficiente se cada um der a sua contribuição.
      O que não podemos é ficar saciando as vontades de todos de consumir qualquer quantidade de energia. Num planeta que já ultrapassa o número de sete bilhões de habitantes e cresce quase num ritmo de um bilhão a cada 12 anos, temos que pensar melhor nas formas de consumo senão o planeta não vai aguentar. Se deixar pela vontade do mercado capitalista, quanto mais consumo melhor. E haja hidrelétricas e usinas nucleares para aguentar tanto consumo com tanta gente e com tanta tecnologia a base de eletricidade.

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